A candangagem despencou-se e perdeu as origens: ô, copacabana!

Ana Maria Esteves

Resumo


Falar de Copacabana sem a idealização costumeira: esta é a proposta de João Antônio em Ô, Copacabana! (ANTONIO, 2001). A “princesinha do mar” será apresentada com seus conflitos humanos, longe do colorido superficial a que foi submetida em tantos discursos. Isso já nos é revelado no título da obra, em que a interjeição “ó”, característica de exaltação, é substituída por “ô”, expressão de lamento. Ao referir-se à paisagem, o narrador apresenta-nos um cenário em ruínas:
De uma carência não pode esta cidade de São Sebastião reclamar. Há buracos e topadas às pampas. Buracos e mais buracos atendendo a toda variedade de neuroses. Um mapa dos buracos do Rio de Janeiro poderia se prestar como uma espécie de cartografia carrancuda da nossa civilização. (ANTONIO, 2001,p.91).

Palavras-chave


Copacabana; conflitos; ruínas

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DOI: https://doi.org/10.12957/contemporanea.2006.17577

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