Chamadas para Edições Especiais / Dossiês: Chamada para o Dossiê:

Editores: Thauan Santos (PPGEM/EGN), Lia Hasenclever (UCAM-Campos) e Heitor Mendes (Cefet/RJ).

 Ainda que o mar não seja tradicionalmente objeto de estudo específico na Ciência Econômica em termos teóricos e metodológicos, é fato que ele desempenha um papel fundamental no desenvolvimento econômico, particularmente nas regiões e nos países costeiros e litorâneos. Contudo, após a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em 2012, no Rio de Janeiro, cresce a literatura sobre Economia Azul, termo amplamente utilizado na agenda global para fazer menção não apenas aos setores da Economia do Mar, mas, inclusive, à Governança do Oceano.

 Nesse contexto, e sobretudo nos últimos anos, o Brasil tem avançado nesse debate, por meio de publicações, iniciativas públicas e privadas em prol de promover a economia do mar nacional. Destaca-se, por exemplo, a criação do Grupo Técnico (GT) “PIB do Mar”, em 2020, que é coordenado pelo Ministério da Economia junto à Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), e que tem como principais objetivos: I - definir o conceito de Economia do Mar para o Brasil; II - identificar os setores e atividades; III - elaborar uma proposta de metodologia que permita mensurar o PIB do Mar; e IV - apresentar sugestão para a institucionalização, de modo que possa servir como uma eficaz ferramenta e subsídio para a elaboração e condução de políticas públicas relacionadas.

 No âmbito do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, houve a criação em outubro de 2021 da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (Cedemar), vinculada à secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais do Rio de Janeiro. Ela será responsável pela elaboração de políticas públicas com o objetivo de fomentar segmentos ligados à Economia do Mar, junto a diferentes instituições, como: Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ), Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Firjan, Sebrae, Fecomércio, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto Federal Fluminense (IFF) e Escola de Guerra Naval (EGN).

 Contemplando diferentes setores e atores, a Economia do Mar considera, por exemplo, pesca e aquicultura; construção e reparação naval; energias offshore; turismo, esporte e lazer; transporte e portos. Considerando o debate econômico recente, ela teria relação com iniciativas já em curso, como o “BR do Mar”, o avanço da energia eólica offshore e a retomada da construção naval com a criação das quatro fragatas “Classe Tamandaré”.

 Sendo assim, a presente edição especial contempla, mas não se limita, aos seguintes temas:

- Relevância do mar no desenvolvimento regional e nacional

- Análises setoriais e seus impactos sobre geração de emprego e renda

- Barreiras à promoção da Economia do Mar no Brasil e no mundo

- Contribuição de conceitos e métodos da Ciência Econômica à Economia do Mar

- Políticas públicas de estímulo à Economia do Mar

- Estudos de caso da região fluminense

 Os textos deverão ser submetidos no sistema da “Cadernos do Desenvolvimento Fluminense”, de acordo com os prazos estabelecidos, e seguir as “Diretrizes para autores”, conforme link abaixo:

Agenda:

- Submissões: de junho a setembro 2022
- Publicação: dezembro 2022
- Limite de retorno dos autores após última revisão: fim de novembro.

https://pt.slideshare.net/ppeuerj/tutorial-de-submissaodeartigosportalrevista