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Eixo Temático: logística e desenvolvimento regional

 E. Duprat, abril/ 2022

 A infraestrutura representa um dos principais pilares do desenvolvimento econômico, sendo um indicador fundamental para a aferição da competitividade e do ambiente de negócios de um país ou região.  Mas, para além da infraestrutura geral de apoio ao setor produtivo (água, energia, telecomunicações etc), deve ser dada especial importância à infraestrutura logística. Trata-se de um conjunto de ativos que compreende portos e aeroportos, rodovias e ferrovias, dutovias e centros de consolidação e desconsolidação de cargas.  Esse segmento tem influência direta na economia, porque: 

  • Representa uma das principais fatias do ICMS arrecadado pelos cofres do Estado do Rio de Janeiro, proveniente da nacionalização de mercadorias importadas
  • Envolve o custo e o tempo gastos na circulação: combustível, pedágio, salários, manutenção, substituição de peças, deterioração de veículos, seguros etc.
  • Possibilita a segurança e a agilidade das operações no fluxo de mercadorias e serviços, com efeitos multiplicadores e indutores do desenvolvimento regional.

 Entende-se como Macrologística a infraestrutura de suporte aos grandes investimentos de acesso viário, ao passo que o conceito de Micrologística se aplica às operações para a distribuição de bens e o armazenamento de produtos, hoje com grande destaque para o e-commerce.

 Entre essas dimensões, deve-se atentar para um conjunto de intervenções de menor porte, mas de vital importância para o desenvolvimento local/ regional. São diversos os casos em que projetos de menor investimento e complexidade - técnica e institucional – impactam diretamente na desobstruição de gargalos, e induzem à vitalidade do tecido produtivo, do fluxo comercial e da mobilidade urbana, principalmente em cidades periféricas e interioranas.

 Aí se incluem rodovias vicinais, ramais ferroviários, canais de navegação e irrigação, aeroportos regionais, centros logísticos e a infraestrutura de distritos industriais, que dialoguem com as reais potencialidades de Encadeamento Produtivo

 O Programa de Encadeamento Produtivo do Setor Logístico, atualmente capitaneado pelo SEBRAE junto a diversas outras entidades públicas e privadas, tem como principal objetivo a criação de uma agenda indutora, de forma a promover as compras de grandes empresas junto aos fornecedores, fortalecendo o setor logístico, ao tempo em que facilita a fluidez na estrutura de produção e comercialização no estado.

 Tomando por base os levantamentos do Plano Estratégico de Logística e Cargas do Estado do Rio de Janeiro (PELC RJ 2045), essa estratégia tem atuado em diversas frentes (fomento, divulgação, estímulo às parcerias etc.), já se viabilizando importantes conexões entre empresas, derivadas dos Fóruns de Fornecedores, notadamente os de Itaguaí e Mangaratiba, em 2021.

 Por sua vez, o PELC RJ 2045, financiado pelo Banco Mundial, identificou 12 âncoras logísticas no território fluminense*, e trabalha desde 2016 com o conceito de que, se esses ativos funcionarem com seu efetivo potencial, estará assegurada a inserção competitiva da Plataforma Logística fluminense no cenário nacional e internacional.  A esse Plano outros se somam, tais como o Plano Aeroviário do Estado (PAERJ), o PDTU (em atualização) e o Plano Estratégico Ferroviário (PEF), recentemente concluído.

 Esses Planos pressupõem respaldo legal, constante atualização e uma estrutura de Governança que permitam sua execução, sem solução de continuidade.  São elencos de intervenções respaldadas na pluralidade e na convergência de visões da administração pública, de operadores privados, de especialistas e de acadêmicos vinculados ao setor. 

 A intensa participação da sociedade é fundamental, para que os planos não sejam relatórios elaborados entre quatro paredes, sem sintonia – ou às vezes até com oposição - entre agentes do mesmo setor e mesma região.  Com a devida cobertura organizacional, os projetos e ações com benefícios mútuos (ganha-ganha) são melhor agilizados, avaliados e continuados.  Um exemplo dessa prática pode ser dar na pontuação de um processo licitatório em uma concessão de rodovias regionais. Recebe pontos adicionais o concorrente que melhor apresentar contrapartidas com geração de valor, de emprego e de renda, associadas às localidades limítrofes, incluindo a promoção de suas vocações turísticas, econômicas e/ou culturais.

 - As 12 âncoras do PELC 

Porto do Rio de Janeiro

Eixo Multimodal do Açu

Aeroporto do Galeão

Porto de Itaguaí

Arco Metropolitano

Ligações Rodoviárias Transversais

Eixo Multimodal Rio São Paulo

Eixo Multimodal Central Rio-MG

Eixos Rodoviários Metropolitanos

Eixo Multimodal Rio-Espírito Santo

Eixo Rodov. Região Serrana – Noroeste

Instalações de Apoio Offshore

 

Composição: seis a dez artigos. 

Prazo para submissões: 01/07/2022 a 02/10/2022. 

Avaliações: 03/10/2022 a 08/11/2022. 

Edição: Especial

Publicação:  Dezembro de 2022

  Para maiores informações sobre critérios e formatos de submissão, acesse: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cdf/about/submissions#authorGuidelines