O PAPEL SOCIAL FEMININO NO CONTO “PRAÇA MAUÁ”, DE CLARICE LISPECTOR: AFINAL, O QUE É SER “MULHER DE VERDADE”?

Ana Paula Franco Nobile Brandileone, Lorena Salviano Alves

Resumo


Este artigo tem por objetivo analisar o papel social feminino figurado pela protagonista Luísa/Carla no conto “Praça Mauá”, de Clarice Lispector. Busca-se, ainda, situar a escritora no contexto da literatura de autoria feminina. A narrativa, produzida na década de 1970, insere-se na subestimada coletânea de contos da autora, A via crucis do corpo, que traz à tona, durante o período ditatorial brasileiro, temas relacionados à sensualidade e à sexualidade femininas, ao estupro, à prostituição, entre outros; este último, presente no referido conto. Dada a problemática que atravessa a narrativa e que está relacionada à concepção de mulher versus gênero feminino, foi possível constatar com a presente análise, que se deu sob à luz de estudos de Branco (1991), Schmidt (1995), Xavier (1996; 1999), Duarte (2003), Dalcastagnè (2005), Piscitelli (2009), Bourdieu (2012), entre outros, que o fato de Luísa/Carla não ser considerada ‘mulher de verdade’, não está alicerçado o aspecto biológico, mas ao gênero feminino, que inclui papéis e comportamentos que são construídos socialmente e esperados pela sociedade patriarcal.

Palavras-chave


Clarice Lispector; Autoria feminina; Papel social feminino; “Praça Mauá”

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DOI: https://doi.org/10.12957/seminal.2021.58234

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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