HIPERNARRATIVAS E A CONSTRUÇÃO DE MUNDOS INSÓLITOS

Pedro Sasse

Resumo


Em 2006, o pesquisador de mídias Henry Jenkins, lançava o livro Cultura da convergência, em que analisava as novas dinâmicas de circulação da informação diante da multiplicação dos aparelhos digitais e sua interrelação através da internet. Dentre suas reflexões, Jenkins se dedica a observar como Matrix, das irmãs Wachowski, ao construir um mundo cujo funcionamento só é plenamente compreensível através de um estudo das diversas obras que o compõem – filmes, animações, quadrinhos e jogos –, aponta para uma nova forma de pensar a narrativa, uma forma transmidiática. Por narrativa transmidiática, então, Jenkins aponta esse universo ficcional cuja estrutura depende de uma articulação entre todas as diferentes narrativas ambientadas nele. A partir desse conceito, buscamos refletir sobre o funcionamento dessas hipernarrativas construídas de forma transmidiática através da análise de alguns de seus casos mais populares e que mudanças ocorrem nos quinze anos que nos separam da publicação de Jenkins, observando algumas das tendências contemporâneas nesse campo.

Palavras-chave


Intermidialidade; Narrativa transmidiática; Insólito

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DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.2022.60923

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Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022