MURILO RUBIÃO: O ESCREVER, O REESCREVER E O PRAZER

Audemaro Taranto Goulart

Resumo


Este texto intenta focalizar a obra de Murilo Rubião, considerando dois aspectos: sua opção pelo fantástico e a obsessão em reescrever continuamente seus contos. A preferência pelo fantástico é uma forma de tornar mais clara nossa visão de mundo, sobretudo do mundo que se faz opressor. A reescrita dos textos resulta de uma ânsia de perfeccionismo. Entretanto, esta compulsão leva o escritor a uma condição de sofrimento, porque como ele diz, é angustiante escrever, cortar, reescrever, corrigir e assim por diante. Para encontrar uma razão para os dois aspectos, foram consideradas as reflexões de notáveis teóricos como Wittgenstein, Freud e Norman Brown. A conclusão é de que o escrever que subjaz ao trabalho de Rubião caracteriza-se como um ato de prazer. Assim, o escritor estaria desenvolvendo um processo de superar, prazerosamente, os desequilíbrios que o mundo maquinizado impõe ao homem contemporâneo.


Palavras-chave


Murilo Rubião; Conto brasileiro; Fantástico; Reescrita; Perfeccionismo.

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DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.2021.56739

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Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022