O MAGO ANTI-HERÓI DE ERIC NOVELLO

Ana Carolina Lazzari Chiovatto

Resumo


Tradicionalmente, na fantasia, a figura do mago associa-se à do ancião sábio que direciona a aventura do herói. Seu papel, desde o Merlin medieval até importantes releituras contemporâneas, como Gandalf, em O Senhor dos Anéis (1955), de J.R.R. Tolkien (1892-1973), ou Alvo Dumbledore, em Harry Potter (1997-2007), de J.K. Rowling (1965), pode conter pequenas ambivalências, mas, em geral, porta-se como a figura de autoridade dotada dos conhecimentos necessários para possibilitar a “jornada do herói”, cuja preocupação costuma atuar na esfera do coletivo e do bem comum. No entanto, o mago também existe enquanto anti-herói, seguindo uma tradição bem mais recente, própria da literatura insólita contemporânea. Neste artigo, analisaremos o mago exorcista Tiago Boanerges, do escritor carioca Eric Novello (1978), personagem do romance Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues (2014), em contraste com outros magos dessas duas tradições, pois a personagem de Novello apresenta particularidades em sua trajetória narrativa que o enquadram no grande arquétipo do anti-herói, guardando apenas uma relação distante com os grandes magos da literatura de fantasia ocidental e, ao mesmo tempo, identificando-se com seus pares em obras anglófonas contemporâneas, como John Constantine, personagem da aclamada série de HQs Hellblazer, e Harry Dresden, de Jim Butcher, na série de romances The Dresden Files.


Palavras-chave


Figura do mago; anti-herói; literatura brasileira contemporânea; fantasia urbana; alta fantasia

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DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.208.34293

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Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022