JANELAS DE EXPERIÊNCIAS: ENTRE OBRAS E LAGARTOS

Angeli Rose Nascimento

Resumo


Este artigo apresenta um exercício de leitura crítica do conto “O Lagarto” de José Saramago com ilustrações de J.Borges,tendo como operador o conceito de experiência em Larrosa(1996), num viés dialógico(Bakhtin,2003) em que a narrativa infanto-juvenil é apresentada tanto na perspectiva histórica como atual.As categorias de experiência de leitura e leitura como experiência norteiam os encaminhamentos dados à leitura significativa do conto literário ,articulado à narrativa visual e plástica do artista Borges.Justifica-se tal exercício através de breve relato de experiência com a circulação do literário em espaços e grupos sociais diversos que em práticas de leitura também  diversas deram a ver a potência desta narrativa e da contação de histórias,se antecipando a esta produção sistematizada. Para tanto,lançou-se mão de aspectos referentes à estruturação de narrativas(Todorov,1970)e à caracterização da produção literária contemporânea portuguesa(Ramos,2016)em que o premiado autor português se insere reafirmando alguns traços estilísticos e culturais. Em seguida,explora-se o conceito de “maravilhoso” tensionado com o conceito de “fantástico”,de maneira a sugerir uma aproximação temática,no conto de referência,entre poesia e extraordinário.Ao final,considera-se que o texto saramaguiano reafirma a noção de ‘polifonia”,tanto na constituição da subjetividade leitora como na de autoria.

DOI: 10.12957/abusoes.2017.30299


Palavras-chave


Experiência;Dialogismo;Polifonia;Fantástico;Maravilhoso;Infanto-juvenil

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DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.2017.30299

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Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022