Las agentes comunitarias de salud en el Brasil contemporáneo: la “policía amiga” de las madres pobres

Alfonsina Faya Robles

Resumen


Las agentes comunitarias de salud en el Brasil contemporáneo: la “policía amiga” de las madres pobres

Resumen: Este artículo pretende mostrar cómo el sistema de salud pública encuentra un medio de regulación sanitaria en las relaciones horizontales entre mujeres pobres de la ciudad de Recife, Pernambuco. Las Agentes Comunitarias de Salud (ACS) llevan adelante el control sanitario de familias pobres y, en particular, de la relación madre-hijo, que se vive generalmente dentro de redes femeninas de apoyo. Las ACS actúan como una “policía” de la maternidad, con el propósito de alcanzar objetivos sanitarios tales como la reducción de la mortalidad infantil. Las ACS trabajan en el mismo barrio donde residen, son también mujeres de sectores populares y forman parte de las redes de apoyo femenino que deben controlar. La posición de ACS se construye, entonces, como una “policía amiga”, donde el control se basa en relaciones horizontales. Dicha horizontalidad permite además el fenómeno contrario, por el cual la ACS es controlada por los habitantes del barrio.

Palabras clave: salud pública; Brasil; agentes comunitarios de salud; maternidad; regulación

 

As agentes comunitárias de saúde no Brasil contemporâneo: a “polícia amiga” das mães pobres

Resumo: Este artigo pretende mostrar como o sistema de saúde pública encontra em relações horizontais entre mulheres pobres da cidade de Recife, Pernambuco, um meio de regulação sanitária. As Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) levam adiante o controle sanitário das famílias pobres e, em particular, da relação mãe-filho, a qual é vivida geralmente nas redes femininas de apoio. As ACS atuam como um “policial” da maternidade, com o propósito de alcançar objetivos sanitários, como a redução da mortalidade infantil. As ACS trabalham no mesmo bairro onde residem, são também mulheres de setores populares e fazem parte das redes de apoio feminino que devem controlar. A posição de ACS se constrói, então, como uma “polícia amiga”, em que o controle se baseia nas relações horizontais. Tal horizontalidade permite também o fenômeno contrário, em função do qual a ACS é controlada pelos habitantes do bairro.

Palavras-chave: saúde pública; Brasil; Agentes Comunitários de Saúde; maternidade; regulação

 

Community Health Workers in contemporary Brazil: a “friendly police” for poor mothers

Abstract: This article shows how the public health system finds a means health regulation in horizontal relations among poor women in the city of Recife, Pernambuco State, in the Northeast of Brazil. Community Health Workers (ACS, for its Portuguese initials) monitor the health of poor families, especially mother-child relations, usually within female support networks. ACSs act as a sort of “motherhood police,” aiming at results such as the reduction of infant mortality. ACSs are also working-class women, performing their duties in the same neighborhood where they live, and are involved in the same child care networks. Their role is constructed as a “friendly police” whose control is based on horizontal relationships among poor women. This also facilitates a reverse phenomenon, as ACSs become the object of monitoring by neighbors.

Keywords: Public Health; Brazil; health workers; maternity; regulation


Palabras clave


salud pública; Brasil; agentes comunitarios de salud; maternidad; regulación

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