A maneira correta de entrar no círculo: A questão do sentido em Ser e Tempo

Ramón Rodríguez

Resumo


DOI: http://dx.doi.org/10.12957/ek.2013.7370

1. O problema metodológico de Ser e tempo: As reflexões metodológicas de Ser e tempo são em seu conjunto bastante parcas e de volume escasso frente ao conteúdo esmagador das análises concretas que desempenham os “existenciais”. Provavelmente esta precariedade é fruto da oposição de Heidegger à primazia do método na ciência e na filosofia modernas e a consequente esterilidade das considerações metodológicas vazias, o que casa bem com sua atitude fenomenológica de que todo o método descansa no trato com seu objeto, na doação da coisa mesma. Sabemos, contudo, das preocupações metodológicas que embargam a hermenêutica fenomenológica da facticidade1, centradas na necessidade de lograr um acesso direto à vida fá-tica, preocupação que segue bem presente em Ser e tempo, com a que se abre à exposição do programa geral da obra e das diversas tarefas que a compõe. A primeira e fundamental, uma vez localizado o ente que vai ser o “primariamente interrogado”, o Dasein, estabelece a “explícita apropriação e asseguramento da forma direta de acesso (Zugangsart) a ele”.


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DOI: https://doi.org/10.12957/ek.2013.7370

 

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