Heidegger e a técnica como acabamento da metafísica e possibilidade de um novo início

Fábio Candido dos Santos

Resumo


O artigo em questão se propõe mostrar, a partir da obra de Heidegger, como a técnica, derradeira manifestação da vontade de vontade e último estágio da metafísica, pode ser, a despeito de seu caráter corruptor do real, o único caminho para a reconexão do homem ao ser em sua relação originária com o ente. Entendida como “novo início” por Heidegger, esta configuração dependeria de uma recuperação do sentido originário de técnica enquanto te/xnh para abrir ao homem, por meio do pensamento e da arte, um retorno a si mesmo e o desnivelamento dos entes em seu ser. A título de fundamentação, a tarefa em questão também se compromete a discutir os princípios histórico-metafísicos da técnica, resguardados no aparecimento do niilismo decorrente do evento da morte de Deus e do estabelecimento do cogito como fundamento ôntico-ontológico do real na modernidade.

Palavras-chave


Heidegger; Técnica; Metafísica; Novo Início; Niilismo; Cogito.

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DOI: https://doi.org/10.12957/ek.2020.54996

 

ISSN - 2316-4786 (on-line)

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