Ensaio sobre racismo e ontologia: ser humano enquanto relações sociais não tematizadas

Marcelo Vinicius Miranda Barros

Resumo


Motivadas pelo assassinato do afro-americano George Floyd por um policial branco no ano de 2020, manifestações contra o racismo se espalharam pelo mundo. Houve ainda o caso do brasileiro João Alberto Freitas, homem negro, de 40 anos, que foi espancado e morto por dois seguranças em um hipermercado. Todavia, fatos racistas, como os explanados que vieram à tona pela grande mídia, sempre existiram enquanto questões de lutas contra o genocídio racial em curso, pelo menos no Brasil, desde a colonização. Só que esses casos empíricos só são a ponta do iceberg. Há atitudes para além da ideia de raça, mas que criam desvantagens para um grupo racial. O nosso dia a dia está carregado de implicações imperícias e do mesmo modo ontológicas. Portanto, este ensaio não foge à regra desta conjuntura. O presente trabalho busca apreender a investigação desse fenômeno que será realizada, de um lado, a partir do conceito recentemente desenvolvido, a saber, as relações sociais não tematizadas; e, de outro, através de uma tentativa de aplicação de tal conceito em certos fatos sociais, como o racismo. O racismo continua agindo na contemporaneidade, no entanto, de forma cada vez mais complexa. Apreender suas dinâmicas depende não apenas de buscas empíricas, como também de direções teóricas sobre os dados ontológicos que o definem, como as relações sociais não tematizadas.

Palavras-chave


Racismo; Ontologia; Relações sociais não tematizadas

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DOI: https://doi.org/10.12957/ek.2021.51942

 

ISSN - 2316-4786 (on-line)

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