Fenomenologia e resistência em Levinas

Klinger Scoralick

Resumo


Os apontamentos feitos por Levinas em suas primeiras obras, em especial, voltam-se para análises fenomenológicas de elementos que evidenciam uma “posição” de hesitação ou de resistência em relação à ontologia e ao horizonte “sem saída” que nela se inscreve. De modo adverso, Levinas lança uma interrogação que acompanhará todo o seu percurso filosófico e que atinge o coração da filosofia: tudo é conação de ser? A crítica se endereça para uma fatalidade inscrita no estar aí abandonado às possibilidades do ser – estar atado à própria existência –, ou seja, à condição de esquiva impossível das fronteiras que o ser demarca. De tal modo, tem-se que a inamovibilidade, oriunda da presença do ser, interrompe a mobilidade dos entes. A proposta de Levinas indica que em meio ao ser há uma “luxação” ou uma necessidade de evasão em relação a si mesmo, um recuo. Pode-se notar, já em seus primeiros escritos, um aceno não apenas para a questão da “ética como filosofia primeira”, mas, também, para a questão sobre o político, que se delineia sob traços de um “não”, isto é, resistência.

Palavras-chave


Levinas; fenomenologia; resistência; não-ter-que-ser

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DOI: https://doi.org/10.12957/ek.2020.48559

ISSN - 2316-4786 (on-line)

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