Intencionalidade, Sentido e Autotranscendência: Viktor Frankl e a Fenomenologia

José Reinaldo Felipe Martins Filho

Resumo


Este trabalho pretende inserir-se no ponto de confluência entre filosofia e psicologia, estabelecendo o diálogo de ambas estas áreas por meio de dois significativos movimentos que marcaram o século XX. Em primeiro lugar, a fenomenologia, iniciada por Husserl e posteriormente desenvolvida por vários outras filosofias. Em segundo lugar, a psicologia de Viktor Frankl, cujo principal ponto distintivo põe em realce a questão do sentido e sua importância para a estruturação das consciências individual e coletiva. O texto procurará apontar pontos de aproximação entre fenomenologia e logoterapia, tendo como mote a insurgência de ambas estas reflexões como formas de combater o reducionismo cientificista que impregnava as ciências humanas na passagem do século XIX para o século XX, bem como imprimir a sua parcela de contribuição no resgate do que há de fundamental no ser humano, a saber: a sua capacidade de constituir um sentido. Para isso, se concentrará ao redor do conceito de intencionalidade, ponto fulcral para a fenomenologia, e explicitamente apontado por Frankl como tema para o desenvolvimento de seu discurso sobre a capacidade de autotranscendência do homem.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/ek.2019.38992

ISSN - 2316-4786 (on-line)

Programa de Pós-Graduação em Filosofia | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas | Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Rua São Francisco Xavier, 524, Pavilhão - João Lyra Filho, 9 andar, Bloco F, sala 9037, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ - Cep: 20550-013