MEIS E MERCADO DE TRABALHO:

Inconsistências da "formalização" e expansão da precarização

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/geouerj.2026.98215

Palavras-chave:

microempreendedor individual, formalização, mercado de trabalho, circuito inferior da economia, precarização

Resumo

No Brasil, o crescimento exponencial de Microempreendedores Individuais (MEIs), desde a aprovação da LC nº 128/2008, implica a emergência de novas dinâmicas no mercado de trabalho nacional, que abriga atualmente mais de 14 milhões de MEIs. Concebida enquanto política de formalização, a criação da figura jurídica do microempreendedor individual tem gerado, em contrapartida, novas formas de precarização e informalidade, agora ancoradas em tal arcabouço normativo. Propomos, nessa direção, discutir os fundamentos de tal politica de formalização, assim como seus efeitos contraditórios no território brasileiro. A partir de uma análise exploratória quantitativa e qualitativa da composição e topologia dos MEIs na cidade de São Paulo, procuramos, ao mesmo passo, contribuir para o debate na perspectiva de uma economia política da cidade, que visa compreender como tais agentes logram se inserir nos interstícios do meio construído e da divisão social do trabalho.

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Biografia do Autor

Marina Montenegro , Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de Geografia. São Paulo, Brasil.

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Publicado

2026-09-04

Como Citar

MONTENEGRO , Marina. MEIS E MERCADO DE TRABALHO: : Inconsistências da "formalização" e expansão da precarização. Geo UERJ, Rio de Janeiro, v. 50, 2026. DOI: 10.12957/geouerj.2026.98215. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/geouerj/article/view/98215. Acesso em: 7 set. 2026.