n. 33 (2026)
Artigos

Os movimentos descoloniais e a desconstrução derridiana: perspectivas práticas

Martha Bernardo
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Publicado 12-10-2026

Palavras-chave

  • Derrida,
  • Desconstrução,
  • Descolonial,
  • Ético-político,
  • Democracia

Como Citar

BERNARDO, Martha. Os movimentos descoloniais e a desconstrução derridiana: perspectivas práticas. Ensaios Filosóficos, Rio de Janeiro, v. 1, n. 33, p. 109–136, 2026. DOI: 10.12957/ef.v1i33.92439. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ensaiosfilosoficos/article/view/92439. Acesso em: 15 out. 2026.

Resumo

O artigo pretende deslocar a ideia dominante de que a desconstrução se vincula, apenas, a uma ética, para pensá-la num campo ético-político, através da análise de três casos, que se relacionam, para Derrida, aos movimentos de descolonização: a luta de Mandela contra o apartheid na África do Sul, a guerra de independência e o pós-independência na Argélia, o conflito entre Israel e Palestina. Situando a desconstrução nesse contexto, pretendo ressaltar as perspectivas práticas debatidas por Derrida nesses confrontos, bem como salientar a aliança que este estabelece entre a desconstrução e as lutas descoloniais, apresentando suas armadilhas e apontando suas promessas. Nesses casos, veremos que a desconstrução é uma aposta na democracia, em suas possibilidades não necessariamente inscritas em suas formas ocidentais e, portanto, um combate permanente contra o etnocentrismo e o colonialismo, em nome de uma abertura para a entrada do outro na história.