Publicado 12-10-2026
Palavras-chave
- Desconstrução,
- Psicanálise,
- Derrida,
- Lacan
Como Citar
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Resumo
Do começo de seu trabalho filosófico e ao longo de seus escritos, de “Freud e a cena da escritura” (em Escritura e diferença), “Especular – sobre ‘Freud’”, “O carteiro da verdade” (em O cartão-postal), a Résistances: de la psychanalyse, Mal de arquivo: uma impressão freudiana e Estados-da-alma da psicanálise, Derrida nunca se “esqueceu” da psicanálise. Contra a doxa filosófica dedicada à restauração da autoridade da consciência e de um antigo princípio da razão, Derrida jamais deixou de pensar o desmantelamento provocado por Freud, e depois por Lacan, pela descentralização da própria consciência. Sua relação com a psicanálise é, nesse sentido, originária e original, marcada tanto pela tensão quanto pela abertura, e implicando, por sua vez, que a psicanálise não pode
forcluir os caminhos pavimentados pelas leituras derridianas sem se esquecer de si mesma. O autor analisa as trocas que ocorrem nessa dupla relação, mostrando, por um lado, como a “lógica” do inconsciente e os “conceitos” freudianos são essenciais para o pensamento do rastro e da différance; por outro lado, como a leitura de Derrida é necessária para os novos avanços na psicanálise, particularmente em relação à importância da désistance do sujeito para se pensar hoje uma responsabilidade que leve em conta o inconsciente.
