n. 33 (2026)
Artigos

A aposta na medicação

Publicado 12-10-2026

Palavras-chave

  • Medicalização,
  • Sistema Único de Saúde,
  • Patologização

Como Citar

DO CARMO TEIXEIRA, Rafael; ZOPELARO BRAGA, Gleicielly. A aposta na medicação. Ensaios Filosóficos, Rio de Janeiro, v. 1, n. 33, p. 157–168, 2026. DOI: 10.12957/ef.v1i33.102358. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ensaiosfilosoficos/article/view/102358. Acesso em: 15 out. 2026.

Resumo

Por que o Sistema Único de Saúde (SUS) aposta na medicação? Este é o questionamento que norteará o trabalho e no qual o leitor é convidado a se embrenhar enquanto faz sua aposta pessoal na leitura do texto. A importância desta questão se dá a partir do momento em que o gasto público do SUS com medicamentos aumentou exorbitantemente nos últimos anos – em especial com os denominados psicotrópicos, nos quais este artigo enfocará. E, para além, no processo de medicalização em geral, isto é, a transformação de problemas cotidianos em questões médicas. Para o endereçamento destas questões, faremos um ensaio bibliográfico partindo do analisein heideggeriano. Ao final, se desvela as medicações enquanto mandingas da modernidade e sendo sua manutenção devido à ausência de alternativas; por isso, a essencialidade da atuação no SUS como uma prática desmedicalizante.