DO RUGOSO AO LISO: O ESPECTRO CARNAL DE “FRANKENSTEIN” (1818) E OS DUPLOS VIRTUAIS DA CULTURA DIGITAL

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Ana Lua Ramos
Maria Cristina Franco Ferraz

Resumo

Tomamos como ponto de partida o contexto da produção proliferante de duplos virtuais, os avatares contemporâneos, como nos incontáveis perfis criados em redes sociais e na prática de produção de selfies. A partir de uma perspectiva genealógica, destacamos possíveis pontos de emergência desta prática - a produção de duplos - e nos debruçamos sobre o campo das narrativas que interseccionam corpo e tecnologia, como o horror gótico e a ficção científica. Identificamos no monstro morto-vivo trazido à luz no Frankenstein (1818) de Mary Shelley a aparição de um “avatar moderno”, conceituado como “duplo rugoso” - uma duplicata carnal gestada a partir da fusão entre saberes, técnicas e temores de uma época diante da finitude.

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Como Citar
RAMOS, Ana Lua; FRANCO FERRAZ, Maria Cristina. DO RUGOSO AO LISO: O ESPECTRO CARNAL DE “FRANKENSTEIN” (1818) E OS DUPLOS VIRTUAIS DA CULTURA DIGITAL. Abusões, Rio de Janeiro, n. 28, 2026. DOI: 10.12957/abusoes.2026.90868. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/abusoes/article/view/90868. Acesso em: 16 maio. 2026.
Seção
O gótico e as artes plásticas: diálogo entre escrita e imagem