O FASCÍNIO GÓTICO: OFÉLIA DE SHAKESPEARE E DE DELACROIX

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Gabriela Pauka

Resumo

Este artigo explora a estética gótica na representação de Ofélia, personagem emblemática da tragédia Hamlet, de Shakespeare, e a tradução visual executada por Eugène Delacroix em A Morte de Ofélia (1853). Analisamos como a sensibilidade gótica, marcada pela valorização do sublime e do enigmático, permeia a representação de Ofélia tanto no texto shakespeariano quanto na pintura romântica, conectando temas de ambiguidade, morte, lirismo e transcendência. A partir da teoria da mimesis e da tradução melancólica, o estudo propõe uma leitura de Ofélia que adense o diálogo entre literatura e artes visuais, consolidando a personagem como um símbolo dinâmico de intersecções estéticas. Desse modo, este trabalho desejou contribuir com os estudos sobre o Gótico, a mimesis e a tradução pictórica, sublinhando como a adaptação visual de Delacroix incorpora e expande a complexidade simbólica de Ofélia.

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Como Citar
PAUKA, Gabriela. O FASCÍNIO GÓTICO: OFÉLIA DE SHAKESPEARE E DE DELACROIX. Abusões, Rio de Janeiro, n. 28, 2026. DOI: 10.12957/abusoes.2026.88104. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/abusoes/article/view/88104. Acesso em: 10 jun. 2026.
Seção
O gótico e as artes plásticas: diálogo entre escrita e imagem