FROM GONDOR TO INYS: A COMPARATIVE STUDY BETWEEN THE LORD OF THE RINGS AND THE PRIORY OF THE ORANGE TREE
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Resumo
Em O Senhor dos Anéis (1954), Tolkien definiu os padrões para o subgênero da alta fantasia pela elaboração de um mundo secundário extremamente rico: a Terra Média, de um modo como nunca havia sido feito. Posteriormente, Samantha Shannon publicou seu livro O Priorado da Laranjeira (2019), uma releitura feminista de São Jorge e o Dragão. Assim, a obra de Shannon apresentou tantas similaridades com a de Tolkien em termos de complexidade narratológica que foi chamada de “o sucessor feminista de O Senhor dos Anéis” por Laura Eve em sua contracapa. Em vista disso, este artigo objetiva realizar uma análise comparativa entre O Senhor dos Anéis e O Priorado da Laranjeira e atestar em que aspectos eles convergem ou divergem. Estudamos a construção de mundo de ambos os livros e como os autores similarmente provocam Eucatástrofe e crença secundária (TOLKIEN, 1997). Foi concluído que a respeito de narrativa interna (RITCHEA, 2013) e auto-referência temporal, (PARRY, 2012), ambos os livros são imensamente semelhantes. Entretanto, no que tange à representatividade feminina aprofundada, as obras de Tolkien deixam a desejar. Não obstante, em O Priorado da Laranjeira, Shannon removeu papéis de gênero de seu universo, construindo uma realidade onde mulheres são essencialmente livres (BERNÁRDEZ, 2020). Portanto, constatamos que apesar de O Senhor dos Anéis ser um marco na fantasia e uma obra-prima, há ainda muitos elementos que o compõem ecoando o passado. E que O Priorado da Laranjeira é uma obra voltada para o futuro, visto que Shannon oferece um mundo livre de intolerância.
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