UN CORPO, DE CAMILLO BOITO: O ENCONTRO DA SCAPIGLIATURA COM AS ARTES PLÁSTICAS

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Julia Ferreira Lobão Diniz

Resumo

Iniciado na Itália em 1858 a partir de uma espécie de manifesto redigido pelo escritor Cleto Arrighi, o movimento da Scapigliatura foi considerado por muitos críticos a primeira tentativa de literatura fantástica na península. Porém, esta seria uma definição simplista posto que, além de abrigar um honroso espaço no Gótico Italiano, esta escola nutriu-se de outros gêneros como a literatura de Horror e o simbolismo francês, governado pelo spleen e por uma sorte de personagens malditos. Além de ocupar um posto relevante no filão do Gótico, o comprometimento da Scapigliatura com outras artes é evidente pois, não são raros os momentos em que as histórias dos scapigliati versaram sobre o fazer artístico, através da configuração de personagens como músicos, pintores e escultores. Além de muitos escritos que evidenciam essas relações intermidiáticas, o movimento também foi composto por muitos artistas que, seguindo os temas do macabro, do mortuário e do sobrenatural produziram esculturas, gravuras e pinturas sobre o tema. O presente artigo pretende elaborar a imbricação entre literatura e artes plásticas através do conto de Camillo Boito intitulado Un corpo (1882), de modo a relacionar a escrita sobre a pintura e demonstrar a versatilidade deste grupo de rebeldes italianos.     

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Como Citar
FERREIRA LOBÃO DINIZ, Julia. UN CORPO, DE CAMILLO BOITO: O ENCONTRO DA SCAPIGLIATURA COM AS ARTES PLÁSTICAS. Abusões, Rio de Janeiro, n. 28, 2026. DOI: 10.12957/abusoes.2026.87919. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/abusoes/article/view/87919. Acesso em: 9 jun. 2026.
Seção
O gótico e as artes plásticas: diálogo entre escrita e imagem