Expanding Evaluativism: Valence as the Evaluative Component of Pain States

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DOI:

https://doi.org/10.12957/ek.2025.93954

Resumo

No domínio da filosofia da dor, a teoria avaliacionista postula que estados de dor possuem uma dupla estrutura, a saber, sensorial e afetiva. O componente sensorial, que aponta para aspectos fenomenológicos, carrega um elemento afetivo pelo qual estados mentais de dor representam algo ruim para o sujeito. Essa dupla-estrutura, por sua vez, está na base das avaliações que o sujeito faz sobre a sua própria dor. Avaliacionistas como David Bain entendem que essa dupla estrutura remete a razões que, do ponto de vista do sujeito, justificam ações que possam contornar a dor. Isso mostra um comprometimento com o cognitivismo que, entre outras coisas, pressupõe um controle cognitivo do sujeito sobre a sua própria dor. Argumentaremos que esse comprometimento restringe o escopo explicativo do avaliacionismo a casos simples de dor aguda. Para contornar esse problema, argumentaremos que é possível ampliar tal escopo explicativo se pensarmos o componente afetivo como valência que, por sua vez, desfaz o liame com a cognição. Tal proposta poderá ampliar a explicação da teoria avaliacionista para casos mais complexos de dor, nos quais o sujeito, embora não possua controle cognitivo sobre a sua dor, ainda assim a avalia como algo ruim para ele.

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Publicado

2026-08-15

Como Citar

DE LUCA-NORONHA, Daniel; CAMPOS, Veronica. Expanding Evaluativism: Valence as the Evaluative Component of Pain States. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 306–328, 2026. DOI: 10.12957/ek.2025.93954. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/Ekstasis/article/view/93954. Acesso em: 16 ago. 2026.