A crise da psicopatologia contemporânea e o retorno à experiência vivida: aportes fenomenológicos em Husserl e Edith Stein

Autores

  • Lucas Oliveira Mendes UNIBTA

DOI:

https://doi.org/10.12957/ek.2025.93753

Resumo

A psicopatologia contemporânea enfrenta impasses epistemológicos e práticos decorrentes do predomínio de modelos naturalistas e classificatórios, que tendem a reduzir o sofrimento a sinais e sintomas. Esse cenário configura uma crise da experiência, pois obscurece a dimensão originária do adoecimento psíquico. O presente artigo analisa aportes fenomenológicos de Edmund Husserl e Edith Stein que oferecem fundamentos para recolocar a experiência vivida no centro da psicopatologia. Trata-se de um estudo teórico de base fenomenológica e hermenêutica, fundamentado em revisão bibliográfica das obras primárias dos autores e em comentadores contemporâneos (Fuchs, Ratcliffe, Stanghellini, Tatossian, Parnas). Como resultados, sistematizam-se seis eixos conceituais: crítica ao psicologismo e ao naturalismo; Lebenswelt e retorno às coisas mesmas; unidade corpo–psique–espírito; motivação, liberdade e atos espirituais; empatia e validação intersubjetiva; implicações para classificação e avaliação clínica. Conclui-se que a psicopatologia fenomenológica oferece ganhos de rigor descritivo, densidade antropológica e relevância clínica, constituindo alternativa fecunda para superar a crise atual.

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Publicado

2026-08-15

Como Citar

OLIVEIRA MENDES, Lucas. A crise da psicopatologia contemporânea e o retorno à experiência vivida: aportes fenomenológicos em Husserl e Edith Stein. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 286–305, 2026. DOI: 10.12957/ek.2025.93753. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/Ekstasis/article/view/93753. Acesso em: 16 ago. 2026.