Duas figuras da filosofia em Heidegger

Autores

  • Tito Marques Palmeiro UERJ

DOI:

https://doi.org/10.12957/ek.2025.93559

Resumo

Resumo: Este artigo examina alguns momentos da obra de Martin Heidegger com o objetivo de refletir sobre a relação entre a figura do filósofo e a do professor — uma relação que marca tanto a trajetória desse autor quanto a de todos aqueles que hoje se dedicam à filosofia. Nos cursos da década de 1920, é justamente na condição de professor que Heidegger descobriu a possibilidade de também assumir a figura do filósofo. A partir da década de 1930, no entanto, essas duas figuras entram em tensão, o que terá consequências importantes para sua obra. Esta revelará um progressivo afastamento do modelo tradicional de ensino, em razão do conflito entre o papel institucional do professor e o exercício do filosofar. Ainda assim, a figura do professor permanecerá como uma via possível e legítima para a prática filosófica — desde que não se reduza à repetição do ensinável, mas se abra à experiência do pensamento.

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Publicado

2025-12-28

Como Citar

MARQUES PALMEIRO, Tito. Duas figuras da filosofia em Heidegger. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 78–89, 2025. DOI: 10.12957/ek.2025.93559. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/Ekstasis/article/view/93559. Acesso em: 4 fev. 2026.