Endurance: a força do corpo enfermo na fenomenologia de Paul Ricœur

Autores

  • Wellington Santos Pires Saint-Sulpice

DOI:

https://doi.org/10.12957/ek.2025.91786

Resumo

Neste artigo, exploramos a posição de Paul Ricœur sobre o fenômeno da resistência (endurance) na enfermidade. O texto começa por examinar o valor que o filósofo francês atribui ao nascimento, destacando seu caráter vitalista, que representa um começo capaz de abrir e renovar a ação humana. Nesse sentido, o nascimento não é apenas um ato biológico, mas também a expressão de um potencial que se desdobra no futuro. Assim, o artigo concentra-se na resistência como uma forma de aceitação da realidade do sofrimento vivido no dinamismo da alteridade e da própria solidão. Nesse fenômeno, trata-se de verificar as marcas de um vitalismo que não se reduz a uma simples persistência ou a uma postura triunfalista diante da adversidade, mas constitui um ato que integra a aceitação da fragilidade constitutiva da existência. Desse modo, buscamos verificar se a abordagem de Ricœur sustenta uma forma de resiliência que encoraja a pessoa a desvelar o sentido da vida em todas as suas formas.

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Publicado

2026-08-15

Como Citar

SANTOS PIRES, Wellington. Endurance: a força do corpo enfermo na fenomenologia de Paul Ricœur. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 34–51, 2026. DOI: 10.12957/ek.2025.91786. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/Ekstasis/article/view/91786. Acesso em: 16 ago. 2026.