A insustentável leveza do futuro: existencialismo, presentismo e a ironia silenciosa do possível
DOI:
https://doi.org/10.12957/ek.2025.91070Resumo
Trata-se de uma tentativa de recuperação de valências do pensamento existencialista no interior do que, na esteira da teoria da história de François Hartog, é o regime presentista de historicidade. Em um cotejo entre as filosofias fenomenológicas de Sartre e Ricoeur, as teorias da história de Hartog e Koselleck e os romances de Musil e Kundera, se intenta mostrar a possibilidade de outro relacionamento com o futuro existencial e histórico. Além das relações com a estrutura da experiência do futuro, o artigo também analisa os fenômenos do amor romântico e do desejo identitário. A reflexão se conclui com uma defesa de uma busca por um temperamento mais leve e mais capaz de acomodar a ironia constitutiva da experiência da historicidade e da temporalidade da existência