Racismo e autoestima de adolescentes de pele preta e parda: abordagem fenomenológico-hermenêutica
DOI:
https://doi.org/10.12957/ek.2025.88164Resumo
O artigo tem como objetivo refletir sobre os impactos do racismo na autoestima de adolescentes de pele preta e parda no contexto brasileiro e as possiblidades de ressignificação da autoestima na construção da identidade, a partir da psicologia fenomenológica e das contribuições fenomenológica-hermenêutica de Paul Ricoeur. O estudo baseia-se em uma revisão bibliográfica, justificando-se a necessidade de compreender como o racismo estrutural, institucional e individual afeta a autoestima e a construção da identidade desses jovens. A adolescência é uma fase de construção da identidade, mas para os adolescentes de pele preta ou parda, esse processo é frequentemente comprometido pela exposição às discriminações e aos preconceitos manifestados em estereótipos e desvalorizações sociais. O percurso epistêmico-metodológico deste estudo inclui conceitos como pertencimento e distanciamento, trabalho de rememoração, identidade narrativa e ressignificação da identidade pessoal. A conclusão enfatiza a importância da sociedade e da psicoterapia na ressignificação da identidade pessoal desses adolescentes. O setting terapêutico demanda do psicólogo abertura para o outro e distanciamento crítico de seus próprios preconceitos. Por isso, a psicologia tem um papel essencial na luta contra o racismo, tanto por meio da promoção da saúde quanto pelo engajamento social. A superação do racismo exige transformações amplas, como intervenções educativas inclusivas, mudanças na mídia e políticas públicas voltadas à equidade racial, para que os adolescentes de pele preta ou parda possam construir uma imagem positiva e saudável, rompendo com os ciclos de discriminação e exclusão.
Palavras-chave: adolescência, racismo, autoestima, identidade, fenomenologia.