Apropriações e distanciamentos de Heidegger e Kojève no pensamento de M. Blanchot.
DOI:
https://doi.org/10.12957/ek.2025.83636Resumo
O presente estudo busca apresentar um paralelismo no modo pelo qual Blanchot se apropria criticamente de Heidegger e de Hegel, este último fortemente crivado pela leitura kojèviana. Utilizamos como referência primária dois ensaios que concatenam um conjunto de críticas sobre literatura moderna (se tomarmos por modernidade o que vai do limiar do romantismo até a literatura do absurdo), De l´angoisse au langage e La Littérature et le droit a la mort. Neles se apresentam os conceitos de acaso, ambiguidade, sentido e morte que são fundamentais para toda sua obra. Por fim, se apresentam as balizas que estruturam sua concepção de escrita e de espaço literário numa fase inicial daquilo que se convencionou chamar de pós-estruturalismo, ao qual preferimos nomear como filosofia da diferença.