POLÍTICAS DE AVALIAÇÃO E SUBJETIVAÇÃO DOCENTE: UMA ANÁLISE CURRICULAR PÓS-FUNDACIONAL

Carmen Teresa Gabriel, Marcus Leonardo Bomfim Martins

Resumo


O presente texto tem por objetivo analisar processos de subjetivação docente em meio às políticas de avaliação em nossa contemporaneidade a partir das contribuições teóricas dos estudos curriculares mais recentes, em particular aqueles oriundos do estreitamento do diálogo deste campo com as teorizações do discurso na pauta pós-fundacional. Neste exercício teórico, assumindo os efeitos da virada ontológica na produção de uma leitura política do social, significamos a docência como um campo de estruturação profissional que ocupa um lugar subalterno no sistema hierarquizado de saberes e o conjunto de políticas de avaliação como um terreno fértil para sustentar esse argumento. A aposta aqui defendida consiste em afirmar que a valorização dessa cultura profissional implica também na problematização da relação com o conhecimento estabelecida pelo sujeito-docente face às políticas envolvendo diretamente o conhecimento objetivado para ser ensinado na educação básica. A análise sublinha que os processos de subjetivação docente e as possibilidades de subversão ou deslocamento da posição de subalternidade implicam na articulação estabelecida com os processos de objetivação do conhecimento legitimado e avaliado.


Palavras-chave


Políticas de avaliação; currículo; conhecimento escolar; subjetivação docente; virada ontológica.

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DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2018.36308

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Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - B1 - Educação
DOI: 10.12957/teias

 

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