Professores e modelos estrangeiros para a Educação profissional brasileira (1936/1945)

Luiz Antonio Cunha

Resumo


Este artigo almeja refletir sobre as tentativas do Ministério da Educação e Saúde, na gestão de Gustavo Capanema (1934/1945), de contratar docentes alemães para o ensino profissional brasileiro em reforma, em 1936 e 1938, em pleno período nazista; a efetiva contratação e emprego
de 29  técnicos suíços; e a preparação da colaboração norte-americana na modernização das escolas industriais da rede federal. Vital para o desenvolvimento e, particularmente, para o esforço de guerra, esse ramo do ensino não tinha alternativa interna de desenvolvimento, na amplitude demandada e na urgência ditada pelas circunstâncias, razão pela qual a alternativa que se impunha era o suprimento de quadros e metodologias estrangeiros. Os países escolhidos dependeram das conjunturas políticas, desde a nazista Alemanha até os liberais Estados Unidos, passando pela neutra Suíça na Segunda Guerra Mundial. A pesquisa beneficiou-se dos arquivos do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas, situado no Rio de Janeiro. No Arquivo Gustavo Capanema, sob a guarda do CPDOC, foi possível encontrar correspondência emitida e recebida pelo ministro, bem como relatórios não publicados de comissões e de quadros técnicos, fonte inestimável para a compreensão desse período.
Palavras-chave: Políticas educacionais. Educação brasileira. Relações internacionais. Estado Novo.

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