CORPOS INDÓCEIS E MAL-ESTAR NO SABER/FAZER EDUCATIVO: PERSPECTIVAS CRÍTICAS EM CONTEXTOS DE ENSINO, CIÊNCIA E SAÚDE

Cristiane Marques, Eliane Portes Vargas, Evelyse dos Santos Lemos, Fabiana Bom Kraemer, Maria Cláudia da Veiga Soares Carvalho

Resumo


A revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde publica neste número uma Seção Temática dedicada a estudos sobre Ensino, Ciências e Saúde contemplando os mais variados temas de interesse entre docentes, pesquisadores e discentes destes campos.

Este editorial inicia-se a partir da seguinte indagação: por que tematizar as diferentes ações voltadas aos contextos de ensino, ciências e saúde?

Almejamos reunir trabalhos inspirados na percepção do que é particular ao mundo dos homens e que diz respeito à experiência humana e subjetiva dos sujeitos sociais relacionadas aos processos mais amplos que os constituem. O mal-estar gerado naqueles que se deparam cotidianamente com a tarefa de ensinar/educar, nos impõem uma revisão dos limites das intervenções e de seus reflexos no campo da pesquisa, grosso modo, apoiadas em políticas racionalistas delineadas historicamente pelas conquistas da razão. A manifestação de tal desconforto tem sido ventilada em diferentes espaços acadêmicos e de ação/intervenção educativa. Suas maiores visibilidade e expressão, no entanto, se encontram nos corpos rebeldes e insubordinados em relação às orientações preventivas, o que cabe problematizar. Tais observações nos apontam prevalecer leituras da realidade embasando as intervenções formativas/educativas, tanto no campo científico quanto nas ações de saúde, que desconsideram a implicação do(s) outro(s) nos processos de Ensino de modo que tais práticas ao operarem relações tencionadas, complexas e sempre assimétricas, tendem ao fracasso.

DOI: 10.12957/demetra.2017.30112

 


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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2017.30112