‘EU TENHO QUE ME REEDUCAR’: DISCURSOS NORMATIVOS E PRÁTICAS ALIMENTARES RELACIONADAS À PERDA DE PESO EM MULHERES DE CAMADAS POPULARES

Tatiana Coura Oliveira, Dina Czeresnia, Eliane Portes Vargas

Resumo


Este artigo propõe uma reflexão sobre como os discursos normativos relacionados à alimentação e saúde são apropriados por mulheres que apresentam excesso de peso, considerando a centralidade destes discursos nas orientações e ações de educação e reeducação alimentar. As práticas educativas em alimentação estão historicamente assentadas na lógica do risco, que, por sua vez, rege o discurso do campo da saúde, o que inclui as abordagens e intervenções de controle da obesidade. Com base em uma pesquisa etnográfica realizada com mulheres de camadas populares atendidas em um centro de saúde do Rio de Janeiro, as reflexões aqui desenvolvidas problematizam a dificuldade de conectar informações pouco criteriosas a um processo de reflexão e de cuidado de si. A ideia de racionalidade de sujeitos autônomos informados sobre o “valor nutricional” dos alimentos ou do “risco de adoecimento” se traduz em orientações que apresentam resultados limitados. As noções de educação e reeducação alimentar, presentes nas narrativas das informantes, evidenciam um modelo que desconsidera aspectos que se ligam às condições materiais e à identidade sociocultural dos grupos, propondo mudanças de hábitos que não se sustentam no cotidiano das pessoas.

DOI: 10.12957/demetra.2017.28699

 

 


Palavras-chave


Praticas Alimentares Saudáveis. Educação Alimentar e Nutricional. Excesso de peso.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2017.28699

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e-ISSN: 2238-913X