A INFLUÊNCIA DE PROGRAMAS DE REORIENTAÇÃO DA FORMAÇÃO EM CURSOS DA ÁREA DA SAÚDE

Bibiana Arantes Moraes, Mariana Sousa Nunes Vieira, Nilce Maria da Silva Campos Costa

Resumo


Os Ministérios da Saúde e da Educação, a partir de 2005, propuseram várias edições do Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde – Pró-Saúde, com a intenção de promover a reformulação dos processos de ensino na área. Objetivo: Analisar as propostas e os relatórios finais apresentados por uma instituição pública federal de ensino superior da região Centro-Oeste, Brasil, visando compreender a influência que estes programas tiveram nas reformulações curriculares de cursos da área da saúde. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa documental, de cunho qualitativo. Resultados e Discussão: Da organização dos dados, emergiram quatro categorias: 1) Implementação e desenvolvimento dos programas de reorientação da formação em saúde; 2) Avaliação do Pró-Saúde e do Pet-Saúde; 3) Dificuldades enfrentadas nos processos de mudança na área da saúde; 4) Sugestões/avanços gerados pelos programas de reorientação da formação Pode-se afirmar que as políticas indutoras tiveram influência na formação em saúde e oportunizaram a comunicação e interação entre os cursos da área da saúde por meio do trabalho em equipe, aumentaram a articulação ensino-serviço e a qualificação do trabalho dos profissionais. Conclusão: As dificuldades e os avanços do processo de mudança da formação em saúde demonstraram que este é permeado por valores, simbologias e readaptações, entre outros sentimentos que perpassam o perfil dos profissionais, docentes e discentes. Há necessidade de tempo para a consolidação das mudanças requeridas pelas propostas dos programas de reorientação da formação em saúde, devido à dificuldade em mudar o modelo de ensino tradicional existente.

DOI: 10.12957/demetra.2017.28665


Palavras-chave


Políticas de Saúde. Currículo. Ensino Superior.

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